terça-feira, 21 de setembro de 2010

.de-novo.


E eu não gostei do último romance que você me indicou no verão passado. Ele é famoso, então, sempre que alguém menciona o título ou qualquer trechinho que seja, eu passo o resto do dia pensando em ti, em todas as aventuras que vivemos ao sair de casa para ir tomar café na padaria da esquina, tomar sorvete de menta ou pegar um ônibus – lotado – aleatoriamente sem saber o destino, a rota. E todas essas lembranças me lembram que você não está onde deveria estar agora: comigo. De certo aqueles dias na casa de veraneio foram os mais incríveis do resto da minha vida. Mas eu sempre soube que não poderia viver daquela brisa eternamente, e aquela felicidade logo deu lugar a uma estúpida saudade que insistentemente vive comigo - até hoje. E o mundo nos devorou e nos digeriu em tempos e espaços distintos. Ainda não sei o que te trouxe, um dia, até mim. Mas se isto não o fizer mais uma vez eu mesma tratarei de fazê-lo pessoalmente. Espere – pouco tempo – por mim, em breve seremos um filme passando pela janela de alguém e uma história real de nossas vidas, meu bem. De novo.

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