...e eu dizia - Não! É cedo, ainda, amor.
Nossos pés são cúmplices e nos trouxeram até aqui, e as marcas deixadas no caminho, ah, quantas marcas…
Essas só poderiam ser apagadas pelas forças do Sol, da Chuva e quem sabe do Vento. Pois nem a força do destino poderia esconder e destruir isso, até porque é o mesmo destino que nos colocou frente a frente. O mesmo Vento que poderia soprar e apagar o que de mais belo deixamos como marca, te traz pra mim, o mesmo Sol que poderia secar o que de mais belo deixamos como marca, ilumina ‘nós-dois’, e a mesma Chuva que poderia lavar e levar o que de mais belo deixamos como marca, foi o único elemento sentado na platéia, esperando nosso fim, meu amor.
Larissa Ferreira.
(…) e antes que fosse embora,
o meu olhar pediu-te um abraço.
Não consigo entender porque, mas meus
braços não se mexeram, ficaram imóveis junto
ao meu peito, assim como todo o meu corpo que
não sabia como - não - se comportar, e os meus olhos fecharam-se
na tentativa de prolongar a aquele instante, fazê-lo eterno, em vão
logo você, lentamente, retirou os braços que estavam a minha volta
fitou-me e disse que precisava ir, e mais uma vez, sem que eu pedisse
envolveu-me em seus braços como da primeira vez, e eu permaneci imóvel
pensando, dessa vez, que estava me protegendo, mas de quê ? ou de quem ?
Certamente da minha vontade de você e de mim mesma pois eu sabia que se eu
colocasse meus braços em torno de você, eu não te deixaria escapar… mas eu,
eu sabia que você tinha um lar, para o qual regressar.
Larissa Ferreira.
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