terça-feira, 10 de agosto de 2010

...e eu dizia - Não! É cedo, ainda, amor.

Nossos pés são cúmplices e nos trouxeram até aqui, e as marcas deixadas no caminho, ah, quantas marcas…

Essas só poderiam ser apagadas pelas forças do Sol, da Chuva e quem sabe do Vento. Pois nem a força do destino poderia esconder e destruir isso, até porque é o mesmo destino que nos colocou frente a frente. O mesmo Vento que poderia soprar e apagar o que de mais belo deixamos como marca, te traz pra mim, o mesmo Sol que poderia secar o que de mais belo deixamos como marca, ilumina ‘nós-dois’, e a mesma Chuva que poderia lavar e levar o que de mais belo deixamos como marca, foi o único elemento sentado na platéia, esperando nosso fim, meu amor.

Larissa Ferreira.





(…) e antes que fosse embora,

o meu olhar pediu-te um abraço.

Não consigo entender porque, mas meus

braços não se mexeram, ficaram imóveis junto

ao meu peito, assim como todo o meu corpo que

não sabia como - não - se comportar, e os meus olhos fecharam-se

na tentativa de prolongar a aquele instante, fazê-lo eterno, em vão

logo você, lentamente, retirou os braços que estavam a minha volta

fitou-me e disse que precisava ir, e mais uma vez, sem que eu pedisse

envolveu-me em seus braços como da primeira vez, e eu permaneci imóvel

pensando, dessa vez, que estava me protegendo, mas de quê ? ou de quem ?

Certamente da minha vontade de você e de mim mesma pois eu sabia que se eu

colocasse meus braços em torno de você, eu não te deixaria escapar… mas eu,

eu sabia que você tinha um lar, para o qual regressar.


Larissa Ferreira.