domingo, 17 de outubro de 2010

- Bon appétit, mon amour

Eu gostaria de te dizer que o nosso amor é como uma comida quentinha - que acabou de sair do forno - que o chef gringo do restaurante bacana da cidade acabou de preparar e temperar com todo o requinte e sofisticação. Mas não. O que existe agora é um prato frio e mal temperado e preparado por um dono de bar de esquina com alimentos de qualidade duvidosa - nenhum pouco frescos. Deve ser no máximo um requentado, numa embalagem de 'quentinha'. Eu perdi a fome, querido. Não quero beber do teu café pequeno. Se quiser ficar, esteja à vontade. Não se esqueça de bater a porta ao sair e: bon appétit.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

.de-novo.


E eu não gostei do último romance que você me indicou no verão passado. Ele é famoso, então, sempre que alguém menciona o título ou qualquer trechinho que seja, eu passo o resto do dia pensando em ti, em todas as aventuras que vivemos ao sair de casa para ir tomar café na padaria da esquina, tomar sorvete de menta ou pegar um ônibus – lotado – aleatoriamente sem saber o destino, a rota. E todas essas lembranças me lembram que você não está onde deveria estar agora: comigo. De certo aqueles dias na casa de veraneio foram os mais incríveis do resto da minha vida. Mas eu sempre soube que não poderia viver daquela brisa eternamente, e aquela felicidade logo deu lugar a uma estúpida saudade que insistentemente vive comigo - até hoje. E o mundo nos devorou e nos digeriu em tempos e espaços distintos. Ainda não sei o que te trouxe, um dia, até mim. Mas se isto não o fizer mais uma vez eu mesma tratarei de fazê-lo pessoalmente. Espere – pouco tempo – por mim, em breve seremos um filme passando pela janela de alguém e uma história real de nossas vidas, meu bem. De novo.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

...e eu dizia - Não! É cedo, ainda, amor.

Nossos pés são cúmplices e nos trouxeram até aqui, e as marcas deixadas no caminho, ah, quantas marcas…

Essas só poderiam ser apagadas pelas forças do Sol, da Chuva e quem sabe do Vento. Pois nem a força do destino poderia esconder e destruir isso, até porque é o mesmo destino que nos colocou frente a frente. O mesmo Vento que poderia soprar e apagar o que de mais belo deixamos como marca, te traz pra mim, o mesmo Sol que poderia secar o que de mais belo deixamos como marca, ilumina ‘nós-dois’, e a mesma Chuva que poderia lavar e levar o que de mais belo deixamos como marca, foi o único elemento sentado na platéia, esperando nosso fim, meu amor.

Larissa Ferreira.





(…) e antes que fosse embora,

o meu olhar pediu-te um abraço.

Não consigo entender porque, mas meus

braços não se mexeram, ficaram imóveis junto

ao meu peito, assim como todo o meu corpo que

não sabia como - não - se comportar, e os meus olhos fecharam-se

na tentativa de prolongar a aquele instante, fazê-lo eterno, em vão

logo você, lentamente, retirou os braços que estavam a minha volta

fitou-me e disse que precisava ir, e mais uma vez, sem que eu pedisse

envolveu-me em seus braços como da primeira vez, e eu permaneci imóvel

pensando, dessa vez, que estava me protegendo, mas de quê ? ou de quem ?

Certamente da minha vontade de você e de mim mesma pois eu sabia que se eu

colocasse meus braços em torno de você, eu não te deixaria escapar… mas eu,

eu sabia que você tinha um lar, para o qual regressar.


Larissa Ferreira.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

onde eu deixei meus botões?

eu não sei dizer se tenho pena ou aversão
só sei que agora serei indiferente...
certas coisas não merecem o desgaste das minhas forças
nem o meu suor,
muito menos minhas lágrimas.
sim eu falo disso que você sabe, porém não compreende
que não existe certo ou errado, que você não é senhora da razão
muito menos tem o direito de se fazer de vitima,
és tão humana quanto eu, quanto qualquer um nessa história, que é mais uma
comédia trágica, do que tragédia.

só posso dizer uma coisa: é.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

In my - own - place.

Bom dia,
Por muito tempo tive a vontade de fazer um blog,
e até tentei e cheguei a fazer um, sem muito 'sucesso' ,
sem dedicação alguma e nenhum capricho. Espero desa
vez fazer o blog dar certo, não só como uma forma de me
expressar e 'passar o tempo' mas como algo que me permita
conhecer experiencias novas, pessoas novas, ou simplesmente
escrever o que penso e sinto.

E como não poderia deixar de ser, uma de minhas maiores paixões
é a música, e a inspiração para o título do blog é uma canção da banda
Coldplay; em seguida, parte da letra traduzida.


Larissa Emanuelle. ♪

Coldplay - In my place/ Em meu lugar ♫

Em meu lugar, em meu lugar
Estavam linhas que eu não podia mudar
Eu estava perdido, sim
Eu estava perdido, estava perdido
Cruzei linhas que não deveria ter cruzado
Eu estava perdido, ah sim

Sim, quanto tempo você tem que esperar por isso?
Por isso
Eu estava assustado, estava assustado
Cansado e despreparado
Mas eu esperei por você
Se você for, se você for
Então deixe-me aqui sozinho e abatido
Então eu esperarei por você, sim

Sim, quanto tempo você tem que esperar por isso?
Por isso, sim
Cante por favor, por favor, por favor
Volte e cante para mim
Para mim, mim
Vamos lá e cante pra valer, agora, agora
Vamos lá e cante pra valer, para mim, mim
Volte e cante

Em meu lugar, em meu lugar
Estavam linhas que eu não podia mudar
Eu estava perdido, oh sim



http://www.youtube.com/watch?v=dztdRzWxMo4